quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dengue: Foram registrados 460,5 mil casos da doença no primeiro trimestre de 2015

Foram registrados 460,5 mil casos da doença no primeiro trimestre, segundo ministério; 132 dos infectados morreram


O número de casos de dengue no primeiro trimestre de 2015 cresceu 240,1% no Brasil em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou o Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (13/04).
O balanço, que inclui todos os casos registrados no País entre 1º de janeiro e 28 de março, mostra um total de 460,5 mil pessoas infectadas pelo vírus no período contra 135,3 mil de 2014. 
Além disso, cresceu também o número de mortos em consequência da dengue. Foram a óbito no período 132 pessoas, de acordo com o balanço, um aumento de 29% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando morreram 102 dos infectados.
Houve, ainda, aumento do número de casos graves. Foram 235 em 2015, 39,1% a mais aos 169 registrados no mesmo período de 2014.



Maior incidência é no Centro-OesteSegundo os dados da pasta, a Região Centro-Oeste apresenta a maior incidência de casos da doença, mantendo o índice de 393,3 por 100 mil habitantes (59.855 casos) nos primeiros três meses do ano.
Em seguida vêm as regiões Sudeste, com 357,5 por 100 mil habitantes (304.251 casos); Norte, com 112,4 por 100 mil habitantes (19.402 casos); e Nordeste, com 91,2 por 100 mil habitantes (51.521 casos).
O Sul do País, com 88,8 por 100 mil habitantes (25.773 casos), é, assim como já ocorre anualmente, é a região com menor incidência da dengue.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/
Maria Jeremias dos Santos

O vírus da dengue e seus sintomas

    
dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A identificação precoce dos casos de dengue é de importância crucial para o controle das epidemias. O vírus da dengue causa um espectro variado de doenças que inclui desde formas inaparentes ou subclínicas, até quadros de hemorragia que podem levar ao choque e ao óbito.
A apresentação clínica da dengue pode ser dividida em três grupos principais:
1) Dengue clássica
a) Nos adultos
A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39° a 40°), de início abrupto, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e exantema (vermelhidão no corpo), que pode ser acompanhado de prurido.
Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de astenia durante algumas semanas.
b) Nas crianças
Geralmente se inicia com febre alta acompanhada de sintomas inespecíficos: apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarréia. O exantema pode estar presente ou não.
Nos menores de 2 anos, as dores podem manifestar-se por choro intermitente, irritabilidade, apatia e recusa de líquidos, o que pode agravar a desidratação.
Nota: É exatamente no final do período febril que eventualmente surgem manifestações hemorrágicas: sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos profusos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
Nas crianças, também as formas graves se manifestam depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder. Nos menores de 5 anos, o início da doença pode ser frustro, passar despercebido, e o quadro grave instalar-se como primeira manifestação reconhecível.
2) Febre hemorrágica da dengue (FHD)
As manifestações iniciais são as mesmas da forma clássica, até que ocorra remissão da febre, entre o terceiro e o sétimo dia, quando aparecem as manifestações hemorrágicas (espontâneas ou provocadas), o hemograma mostra que as plaquetas caem para menos de 100 mil/milímetro cúbico) e a pressão arterial pode baixar.
3) Dengue com complicações
É todo caso que não se enquadra nas duas formas anteriores, dado o potencial de risco evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas, sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural, hemograma com glóbulos brancos abaixo de 1.000 e/ou plaquetas abaixo de 50 mil.
As manifestações neurológicas incluem: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.
Os seguintes sinais de alerta indicam a possibilidade de quadros graves:
* Dores abdominais fortes e contínuas;
*Vômitos persistentes;
* Tonturas ao levantar (hipotensão postural);
* Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5);
* Fígado e baço dolorosos;Vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes;
* Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;
* Pulso rápido e fino;
* Agitação e/ou letargia;
* Diminuição do volume urinário;
* Diminuição súbita da temperatura do corpo;
* Desconforto respiratório;
A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade.
Por essa razão, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes ambulatoriais retornem ao Posto de Atendimento para reestadiamento. Recomenda, ainda, que depois da primeira consulta os médicos preencham o “Cartão de Identificação do Paciente com Dengue”.
Nesse cartão devem constar: identificação, unidade de atendimento, data de início dos sintomas, medição da pressão arterial, prova do laço*. Alguns dados do exame de sangue (hemograma), sorologia para dengue (resultado do exame de sangue específico para a dengue), orientação sobre os sinais de alerta, na presença dos quais o paciente deverá retornar com urgência, e o local de referência para atendimento dos casos graves na região.
Nota: Desde o início de setembro de 2010, por determinação do Ministério da Saúde, casos suspeitos de dengue 4 são de comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas. O objetivo é evitar a dispersão do sorotipo 4 do vírus que, recentemente, foi identificado em estados do norte do Brasil, depois de muitos anos sem registro de nenhum caso de contaminação.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Maria Jeremias dos Santos

O Surfista prateado no metrô

Será o Surfista prateado dos quadrinhos no metrô...nãoooooo!

Era apenas um garoto da cabeça aos pés pintado de prata pedindo alguns trocados no metrô, aparentando uns 15 anos, negro, com olhar triste, sem orgulho com um papel na mão e com viva voz fazia seu pedido por algumas moedas que não lhe fizesse falta, como dizia ele, estava desempregado no momento.... Perguntei-me rapidamente onde trabalha esse menino, cadê a mãe desse pobre inocente, será que sabe que ele faz isso :( não sei dizer, só sei que...
Quase toda  manhã na linha verde (sentido Alto do Ipiranga) lá está o garoto prateado pedindo as moedas dos passageiros.
Com toda educação agradece quem lhe dá míseras moedas e quem não lhe dá também, ele diz "Deus abençoe você"- o que me surpreende nesse garoto prateado, é a forma rápida que ele consegue a atenção dos "surfistas de metrô, (como eu) pela sua simpatia ele consegue levar algumas moedas e um sorriso de alguém do metrô todos os dias.
Pelo menos 3x por semana nós nos encontramos na mesma estação, sinto até falta dele quando não está por lá (risos). Certo dia desses,  saindo de uma estação e outra, ele foi abordado por um guarda do metrô, ligeiro como ele só, muito rápido,  esquivou-se do guarda com a rapidez de uma presa frente a frente com seu algoz, aos pulos desapareceu na escada rolante...

Amanhã é dia de ver o surfista prateado na estação do metrô... de novo!

Maria Jeremias dos Santos

Os loucos são de proveniência mais diversa...

“Os loucos são de proveniência mais diversa. São os negros roceiros,
copeiros, cocheiros, moços de cavalariça, trabalhadores braçais”
  Escritor carioca Lima Barreto (1881-1922) num prontuário hospitalar datado de 18 de agosto de 1914.
...um medo, sem razão nem explicação, de uma catástrofe doméstica sempre presente.
MANICÔMIO
Corredor do Hospício Nacional dos Alienados, no Rio
Relativo à primeira internação do autor do romance “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” está sendo publicado pela primeira vez na reedição de luxo dos seus livros “Diário do Hospício e Cemitério dos Vivos” (Cosac Naify).
 O diário reúne as impressões de Lima Barreto sobre os dois meses que passou no Hospício Nacional dos Alienados no Rio de Janeiro, entre dezembro de 1919 e fevereiro de 1920. A segunda obra, uma novela inacabada, trata em forma de ficção, das mesmas experiências vividas por ele nessa instituição manicomial. 


Leia um trecho do primeiro capítulo do livro,  Diário do Hospício e Cemitério dos Vivos :
A MINHA BEBEDEIRA E A MINHA LOUCURA
Ao pegar agora no lápis para explicar bem estas notas que vou escrevendo no Hospício, cercado de delirantes cujos delírios mal compreendo, nessa incoerência verbal de manicômio, em que um diz isto, outro diz aquilo, e que, parecendo conversarem, as ideias e o sentido das frases de cada um dos interlocutores vão cada qual para o seu lado, eu me lembro muito bem que um amigo de minha família, médico ele mesmo de loucos,27 me deu, logo ao adoecer meu pai, o livro de Maudsley, O crime e a loucura.28 A obra me impressionou muito e de há muito premedito repetir-lhe a leitura. Saído dela, escrevi um decálogo para o governo da minha vida; entre os seus artigos havia o mandamento de não beber alcoólicos, coisa aconselhada por Maudsley, para evitar a loucura. Nunca o cumpri e fiz mal. Muitas causas influíram para que viesse a beber; mas, de todas elas, foi um sentimento ou pressentimento, um medo, sem razão nem explicação, de uma catástrofe doméstica sempre presente. Adivinhava a morte de meu pai e eu sem dinheiro para enterrá-lo; previa moléstias com tratamento caro e eu sem recursos; amedrontava-me com uma demissão e eu sem fortes conhecimentos que me arranjassem colocação condigna com a minha instrução; e eu me aborrecia e procurava distrair-me, ficar na cidade, avançar pela noite adentro; e assim conheci o chopp, o whisky, as noitadas, amanhecendo na casa deste ou daquele.
Fonte:www.istoe.com.br